domingo, 26 de fevereiro de 2012

História da Pizza!!!!1

Faz muito tempo que o homem saboreia a pizza. Como todo prato antigo, é difícil especificar sua origem, ainda mais se pensarmos que ela não é nada mais do que uma evolução do pão.
Desde que foi descoberta a fermentação da massa de trigo e o forno, graças ao talento dos egípcios, há mais ou menos seis mil anos, começou-se a enriquecer os pães de forma achatada com diversos ingredientes, como azeitonas, ervas aromáticas e outros.
Segundo anotações do poeta Virgílio, os gregos e romanos faziam pães semelhantes. Ele mesmo registrou a receita do moretum, uma massa não fermentada, assada, recheada com vinagre a azeite, coberta com fatias de alho e cebola crua. Se essa mesma massa fosse fermentada, Virgílio teria então a fórmula básica de uma pizza simples.
Em Nápoles, na Idade Média, acreditava-se em duas coisas: no fim do mundo, que seria no ano 1000 DC, e nos valores nutritivos do lagano, massa de espessura muito fina, assada e cortada em tiras, que ao final era cozida com verduras.
Embora tratasse do antecessor do talharim, parece que as variações sobre o lagano originaram o conceito de picea, e não muito tempo depois apareceria, pela primeira vez, na romântica Nápoles, a palavra pizza. Na verdade, no Sul da Itália até hoje a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas.
A verdadeira personalidade da pizza, porém, só surgiu depois que a Europa co-nheceu o tomate, levado para lá pelos Americanos, descobrindo suas ricas aplicações na culinária. Finalmente, no século XVII, Nápoles começa a produzir sua pizza, atiçando a imaginação e a criatividade dos padeiros que enriqueciam o prato usando azeite, alho, muzzarela, anchova e os pequenos peixes cicinielli. Alguns "artistas" da culinária começavam até mesmo a dobrar suas massas recheadas, inventando assim e célebre calzone.
Em 1830 foi aberta a primeira pizzaria Napolitana, chamada Port Alba, que em pouco tempo se transformou no ponto de encontro de pintores, poetas e escritores famosos da época. Um deles foi Alexandre Dumas que chegou mencionar em suas obras as variações de pizzas mais populares da segunda metade do século XIX.
O autor de Os Três Mosqueteiros, chegou mesmo a anotar a receita de uma pizza feita com banha, toucinho derretido, queijo, cicinelli e tomate.
Outro caso curioso acorreu em 1889, quando o Rei Umberto I e a Rainha Margherita passaram o verão em Nápoles no palácio Capodimonte. A rainha já havia ouvido falar muito no prato que se tornara típico daquela cidade.
Os comentários na corte eram todos excitantes, mas ela mesma nunca havia provado uma pizza. Foi, então, chamado ao palácio um conceituado pizzaiolo, Don Raffaelo Esposito.
Ele e sua mulher foram apresentados ao casal real, conduzidos à cozinha e imediatamente passaram a preparar sua especialidade.
Ao final Don Raffaelo ofereceu aos reis vários tipos de pizza, mas a que mais agradou a rainha foi uma que irradiava as três cores nacionais da Itália verde, branco e vermelho, ressaltadas pela muzzarela, pelo tomate e pelo basilicão.
Negociante esperto, Don Raffaelo batizou-a de Pizza Alla Margherita, o que lhe rendeu muitos lucros em seu restaurante e notoriedade histórica na culinária Italiana..Juntamente com a Pizza Napolitana a Pizza Alla Margherita, fez Nápoles conquistar a Itália, e logo, a Itália conquistar o mundo, através do meio mais agradável - o paladar.
Junta-se a isso um vinho sabooroso e uma canção aveludada para entendermos, afinal, porque a Itália ficará para sempre como a terra do prazer e da paixão.
Fonte: www.geocities.com
História da Pizza
O Dia da Pizza é comemorado desde 1985. A data foi instituída pelo então secretário de turismo, Caio Luís de Carvalho, por ocasião de um concurso estadual que elegeria as 10 melhores receitas de mussarela e margherita. Empolgado com o sucesso do evento, ele escolheu a data de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração.
A pizza, no formato que conhecemos hoje, surgiu no século XVI, quando os tomates, oriundos da América, foram introduzidos na culinária européia. Considerada alimento dos pobres do sul da Itália, era preparada com ingredientes baratos como alho, peixes e queijo. No começo do século XX, imigrantes italianos trouxeram para a América o disco mais delicioso das mesas brasileiras. Em 1905, surge a primeira pizzaria nos EUA: a Lombardi"s. No Brasil, diversos nomes são apontados por historiadores como os primeiros pizzaiolos, dentre eles o napolitano Carmino Corvino, que abriu sua Dom Carmenielo no bairro do Brás, em São paulo.
Existe certa polêmica acerca da origem da pizza. Embora quase todos pensem que o prato é invenção italiana, registros históricos apontam os egípcios como pioneiros ao criarem uma massa à base de farinha com água. Babilônios, gregos e hebreus também assavam massas misturando farinha de trigo e água em fornos rústicos ou tijolos quentes. No entanto, foram os napolitanos os primeiros a acrescentar temperos como manjericão a um disco de massa assado.
Após aterrissar no Brasil, a pizza, alimento típico de cidades industrializadas, acompanhou as transformações pelas quais passou o país ao longo das décadas. À semelhança da miscigenação racial que caracteriza este país, as pizzas produzidas por aqui passaram a ser conhecidas pela incrível variedade de formatos e sabores que acompanham as características de cada região brasileira.
As cidades de Nova Iorque e São Paulo se destacam quando o assunto é pizza. Embora a origem desse alimento seja européia, os verdadeiros devoradores se encontram do outro lado do oceano.
Qual é a origem da típica expressão brasileira "tudo acabou em pizza"?
Reza a lenda que a origem remonta à década de 50, e envolve os diretores da Sociedade Esportiva Palmeiras, time criado pela colônia italiana paulistana. Certo dia, após calorosa discussão envolvendo os diretores do clube, todos acabaram indo parar em uma pizzaria no Brás. Muitos cálices de vinho e fatias de pizza depois, os envolvidos na briga acabaram por deixar a confusão para trás, sem maiores conseqüências. Provém daí o significado popular da expressão "acabar em pizza": algo que parte do nada e não chega a lugar algum.

Caminhoneiros do Gelo!!!!!

Acompanhe as 20 críticas que a cowboys do asfalto detectou no programa que foi ao ar na History Channel sobre o tema: Caminhoneiro do Gelo. A pergunta que fizemos é o seguinte: vamos supor que esta matéria fosse feita aqui Brasil? Qual seria a opinião das pessoas do mundo inteiro vendo este programa, partindo do princípio que neste programa:
  1. Usava-se palavrões o tempo todo.

    É impressionante: a cada virgula um palavrão era falado pelos caminhoneiro. E na grande maioria das vezes sem motivo algum.
  2. Gelo dentro da cabine?

    Como é possível? onde esta o sindicato e a preparação de um caminhão apropriado para o local deste trabalho?
  3. Usando arma de fogo?

    Inacreditável. Como um caminhoneiro usa uma arma de fogo e atirar em outros caminhoneiros? Logo no Canadá, mas como isso é possivel? Onde esta a segurança do primeiro mundo? Pior: o locutor disse que o Urso Polar (apelido de um dos caminhoneiros) iria "usar sua arma secreta" e sabe qual era? Dar tiros pelo vidro do lado do motorista na intenção de atingir outros caminhoneiros. Isso foi realmente foi um absurdo, ridiculo e bárbaro.
  4. Pneus carecas?

    Acredite muitos trajetos era comum ver pneus carecas sem o uso de correntes.
  5. Alguns trucks sem satélite

    Como trabalhar em um local deste (totalmente congelados) sem o uso de satélite?
  6. Impossível dirigir no meio da tempestade

    Mesmo com a visibilidade muito baixa era comum os caminhoneiros dirigirem as cegas, correndo um risco incrível de acidente, como isso é possível?
  7. Motoristas novos demais

    Como é possivel caminhoneiro com 22 anos dirigir carretas neste local incrivelmente cheio de perigos?
  8. Maus motoristas, quebravam coisas incríveis dos caminhões

    Incrivelmente, alguns motoristas dirigiam tão mal, que era claro que nao poderiam estar ali naquele local.
  9. Traseiras das carretas sem sinalização necessária;

    Como isso é possivel? O risco de acidentes era muito alto.
  10. Não se usava correntes quando era realmente necessário usar

    Entao conclui-se que a irresponsabilidade, de alguns motoristas era algo notável.
  11. Caminoneiro multado a menos de 100 metros do local onde carregou;

    E se fosse no Brasil o que diriamos ao agente da balança?
  12. Não tem rodocalibrador para os pneus;

    Acredite, RODOCALIBRADOR (RODOAR) é invençao Brasileira.
  13. Porque somente um bom volvo?

    Trabalhar num local deste com caminhões ruins, como é possivel. Logo no Canadá?
  14. Caminhoneiro fazer o carregamento não deveria ter chapas especializados?

    Porque não tinha chapas (ajudantes para carregar/descarregar)?
  15. A máquina que desatolava os caminhões dava um tranco (um soco) tão grande que quase arrancava o parachoque dianteiro.

    Quem viu a cena sabe do que estamos falando. O tranco (o puxão) era tao forte dado pela máquina que quase arrancava o parachoque dianteiro. Pra que isso?
  16. Grandes comboios de carretas parados, durante muitas horas, no mesmo local

    Durante o resgate e destombamento da carreta de diesel as carretas ficavam paradas em cima do rio coberto de gelo durante muitas horas. Onde esta a comunicação aos caminhoneiros para estacionarem em locais seguro para não ficarem todos parados sobre o gelo ao mesmo tempo?
  17. Alguns cavalos puxavam 2 carretas com 3 eixos cada, como pode isso no gelo?

    Onde esta o senso de segurança?
  18. Cavalos com teto baixo?

    Todas as marcas norte americanas de caminhões pesados como: Mack, Kenworth, Volvo, Peterbilt, Freightliner tem com teto baixo e teto alto (mesmo tendo uma grande gabine na horizontal). Porque colocar neste ambiente totalmente agressivo caminhões com teto baixo? É simplesmente um absurdo.
  19. Saída de emergência no teto.

    No mínimo o sindicato/corpo de bombeiros/ responsáveis pela segurança/polícia / ONU/direitos humanos, ou seja lá quem for, deveria exigir uma porta de saída de emergência adaptada no teto dos caminhões, iguais as que já existem em ônibus. Afinal, seria um ótimo recurso na hora que o caminhão estivesse afundando, não é mesmo?
  20. Sinalização precária

    Dá pra acreditar que até caminhoneiros veteranos e experientes neste tipo de serviço rodavam kilometros fora do trajeto pre-determinado?

Em outras palavras:


Caminhoneiros completamente perdidos no meio de rios e lagos congelados com carretas de mais de 50 ton. Isso é tão ridículo, primitivo, amador, perigoso e absurdo que até acreditaríamos que isso pudesse ocorrer lá no interior da Mongólia ou Tibet, mas não no Canadá. Estas observações servem, acima de tudo para refletirmos que nao faz sentido reclamar dos caminhoneiros brasileiros, pois percebe-se claramente que mesmo no Canadá, tem muita coisa errada.


Sete hábitos que aumentam a durabilidade dos sapatos

Sapatos
Crie o hábito de intercalar os sapatos durante a semana para que eles durem mais
Foto: Getty Images
Seus sapatos estragam em pouco tempo? O salto fica desgatado muito rápido? Alternar os calçados durante é semana é uma boa maneira de mantê-los em ordem e preservados. Veja esse mais 6 hábitos que duplicam a durabilidade dos seus calçados. As dicas são da produtora de moda Renata Poskus:
· Crie o hábito de intercalar os sapatos. Usar um mesmo par por mais de dois dias seguidos pode deformar o solado.

· Se não abre mão de trabalhar com salto ou sapato social, mas costuma ir a pé, passe a usar sapatilhas até chegar à empresa. Lá dentro, faça a troca. "Andar sobre calçadas esburacadas e com pedregulhos estragam o solado, o salto e a ponta do calçado", alerta a produtora de moda Renata Poskus.

· Após usar a peça, deixe-a fora do armário, em local ventilado para arejar. Isso evita a proliferação de fungos.

· Tem sapato feito de tecido? Volte e meia deixe-o fora da caixa para evitar que crie manchas por ficar muito tempo guardado.

· Limpe as peças de couro com flanela seca. Se usar água, corre sério risco de danificar o material.

· Limpe os tênis com uma escovinha úmida e evite colocá-los diretamente na máquina de lavar roupas.

· Não empreste calçados. Por mais que suas amigas usem o mesmo tamanho, a forma do pé, assim como a pisada, são diferentes. "Isso pode deformar sapato a ponto até de comprometer a sua forma de caminhar .

Sapatos masculinos no inverno para elas também!!!

Oxfords e mocassins têm saltos variados e são ótimos no trabalho

Estampas, brilhos, bicos finos e texturas diferenciadas transformam modelos de sapatos sóbrios "roubados" do vestuário masculino em peças elegantes, que já ganharam espaço entre as brasileiras no inverno.

Para usar os calçados, invita em uma composição de peças românticas para minimizar a seriedade do sapato. Abuse de laços e flores ou ouse um detalhe sensual, como uma estampa de onça ou outras "prints" animais.

Mocassins
Mocassim com salto alto
Salto alto traz delicadeza aos mocassins
Foto: Reprodução/MANEQUIM

O modelo de salto alto garante um visual feminino e cheio de estilo. Na imagem acima: (1) mocassim da grife Schutz (R$ 380); (2) da Studio TMLS (R$ 380); e (3), da Miezko (R$ 374).

Oxford baixo
Oxford
O Oxford garante conforto no look de trabalho
Foto: Reprodução/MANEQUIM

Confortável, a versão rasteira é uma ótima alternativa para as clássica sapatilhas. Na imagem acima: (1) oxford da grife Anzetutto; (2) Moleca (R$ 94,90); e (3) Divalesi (R$ 199).

Oxford de salto
Oxford
Use o calçado com peças mais leves
Foto: Reprodução/MANEQUIM

A peça é versátil e vai bem com saias leves, vestidos delicados e calças de alfaiataria. Na imagem acima: (1) oxford com salto da grife Via Marte (R$ 140); (2) da Crysalis (R$ 111,90); e (3) da Dinasty (R$ 169).

Aprenda a usar os diferentes tipos de sapatos

Pedraria, tacha, laço, fivela: aprenda como e onde usar os diferentes tipos de sapatos e arrase na produção!

sapatos
Tachas trazem o visual rocker e flores têm a cara do verão
Foto: Divulgação
Tacha

Caracteriza o visual rocker, resultando num calçado casual - que você deve combinar com peças de couro e camisetas estampadas. Mas também dá para quebrar o ar roqueira... Basta usar o sapato com vestidos, blusas e saias de babados ou florais.
Flor

A cara do verão! Sapatilhas ou sandálias com esse detalhe devem ser usadas de dia, com saias, vestidos, shorts ou calça. Cuidado para não criar uma produção exagerada, usando o calçado com peças também com estampa floral.
sapatos
Ouse de modo discreto com sapato de animal print e aposte no laço, se for romântica
Foto: Divulgação
Estampa animal

Com esse tipo de estampa, o calçado adquire um ar despretensioso. Ótimo para quem gosta de ousar de modo discreto. Se o sapato for muito chamativo, deixe-o como destaque do look e use-o com peças neutras.
Laço

Quando na mesma cor e tecido do sapato, pede produções formais. Se for de tecido estampado ou de plástico, convém combiná-lo só com looks informais. Em ambos os casos, acrescenta romantismo a qualquer produção!
sapatos
Pedrarias em sapatilhas funcionam para o dia; fivelas dão um up no sapato e no visual
Foto: Divulgação
Pedraria
Se for em sapatilhas e rasteirinhas, pode ser usada de dia (mesmo se for brilhante, com strass). Mas se o detalhe estiver num calçado de salto, reserve-o para a noite. Lembre-se: quando o sapato for chamativo, o resto do look deve ser neutro.

Fivela

Deixa qualquer sapato mais classudo - se enfeitar modelos de salto, por exemplo, quebra a informalidade do jeans e torna mais elegantes peças de alfaiataria. Fivelas em sapatilhas estampadas são despojadas e vão com calça, vestido, saia ou shorts.

Maneiras de se usar o lenço no pescoço




E aí girls, gostaram? Então pra não perder o costume, segue alguns looks com lenços pra gente se inspirar. Qual forma de usar vocês preferem?

A origem do churrasco

 A história do churrasco brasileiro tem sombras longas. Começa necessariamente no século XVII, no interior dos Sete Povos das Missões, comunidade criada pelos jesuítas no oeste do Rio Grande (abarcando Paraguai e Argentina) para reunir indígenas – em especial guaranis – na missão catequisadora. Destruída em 1768, a comunidade deixou como testemunho, além das ruínas, um belo exemplo de sociedade ideal para os homens e sua profunda influência na colonização. É que os rebanhos ali criados, sem dono após a guerra de destruição, ganharam os campos e ali se multiplicaram ao sabor da natureza. Era riqueza muito vistosa para não ser aproveitada naquele Brasil – colônia que crescia atrás do ouro. Por isso os preadores passaram a descer de Laguna e São Paulo para apresá-los. Eram os tropeiros, cuja refeição básica nas breves paradas de acampamento consistia num pedaço de carne fresca, assada ao calor das brasas no chão e temperado com um pouco de cinza.
O historiador Dante de Laytano identifica nessa gente o primeiro ciclo de ocupação do estado. “ O segundo foi o do invernador, que já era siminômade e se obrigava a parar no caminho para engordar o gado e proteger-se do inverno”, diz ele. Assim como nos caminhos dos tropeiros, nos seus também foram brotando cidades. E como os tropeiros, invernadores e seus peões tinham no gado assado sua dieta principal, agora salgado. Eles haviam copiado dos índios o costume de colocar mantas de carne sob o arreamento, no lombo do cavalo, enquanto cavalgavam. No ponto de parada, devidamente salgado pelo suor do animal, a carne estava pronta para ir ao fogo.
Como se vê, o churrasco tornou-se fio condutor da história rio grandense e prosseguiu nesse papel durante o terceiro ciclo da fixação à terra, a chamada “civilização do estancieiro”. Agora já era uma larguíssima fazenda organizada, na qual a peonada saía para distantes lides de gado, que duravam semanas, meses e cujo cardápio era o churrasco, nutritivo e fácil de fazer com carne à mão. Foi nesse momento que tomou a forma de típico churrasco gaúcho como o conhecemos, com fogo de chão e espetos de carne fincados na terra ao redor.
A receita não podia ser mais simples: carne com alguma gordura – em geral costela -, coberta de sal e levada ao fogo demorado, assando primeiro de um lado e depois do outro. “Mas o churrasco não é exclusivo do Rio Grande. “ Existiu em toda América do Sul antes do Descobrimento.”
De fato, os registros históricos se referem ao coócai, um assado primitivo e ao coócatuca, carne no espeto, usado pelos índios. A verdade é que no século passado, a modalidade do fogo de chão estava definitivamente consagrada, a julgar pelo depoimento do naturalista Saint Hilaire, de 1821. “Logo chegando ao lugar onde pisei, meu soldado fez uma grande fogueira; cortou a carne em compridos pedaços da espessura de um dedo, fez ponta em uma vara de cerca de dois pés de comprimento e enfiou-o a guisa de espeto em um dos pedaços de carne e quando julgou suficientemente assado, expôs o outro lado. Ao fim de um quarto de hora esse assado podia ser comido, parecendo uma espécie de beefsteak suculento, porém de extrema dureza.
Somente em tempos mais recentes o churrasco gaúcho incorporou outros cortes do gado, como a picanha ou fraldinha. A novidade veio na esteira de uma série de inovações introduzidas no prato a partir desse século, pela colonização italiana que se fixou no norte e na região da serra do estado. Para os italianos, churrasco era comido apenas em dia de festa, valiam vários cortes e era preparado de véspera, com os pedaços de molho em vinha d’alhos. Foi dali que nasceu o popularíssimo “rodízio” ou “espeto corrido”, como dizem os gaúchos, com os acompanhamentos que um velho gaudério jamais admitiria, além de levar frango e carne de porco. (A moda do espeto e da grelha acabou entrando até na área de peixes).
Por curiosa coincidência, os pioneiros bem sucedidos no espeto corrido vieram de Nova Bréscia, pequena cidade encravada na serra, a 167 km de Porto Alegre. A cidade exibe na praça principal a estátua de um churrasqueiro com avental branco, faca e espeto nas mãos.